domingo, 23 de dezembro de 2012



                                (pé... mão.... tanto faz... só tenho foto do pé....)


                                               ****Voltando ao sonho lúcido****

Voltando ao sonho lúcido: esses dias no busão... pensando coisas impensáveis... voltei ao meu velho pensamento-teoria: de que a gente está vivendo um grande sonho, que nada disso aqui é real, é só um sonho, nossa verdadeira realidade está lá em outro lugar dormindo... enquanto estamos aqui sonhando esse sonho (coletivo, talvez), então eureka: vou olhar pra minha mão (a grande mágica de mudar coisas!!! a própria varinha de condão)... e olhei pra minha mão... e sim senti algo: a certeza de que eu posso mudar qualquer coisa que eu queira, se não  mudo é porque é assim que eu quero que seja!!! Seria essa a tal teoria da (não é da conspiração, ou é da conspiração *** da piração***, aquele papo de que o universo conspira ... sabe qual, né?), lei da atração!!! basta sacar-se senhor de si, perceber-se criador, centelha divina, se quiser incluir o divino, pra quem faz questão do divino! Quanto ao divino... eu descobri que não preciso mais sentir medo dele... então ouso... não crer tanto assim...  ouso outras teorias... mas confesso que ainda necessito do conforto da mão (poderosa, invisível, divina) segurando a minha mão nas noites solitárias!!!



                                                  **** nas noites solitárias!!!****

era menina (não posso dizer era criança, porque eu não tenho essa lembrança na vida: de ter sido criança algum dia), refém do medo (medo de fantasmas, mula sem cabeça, lobisomem, loira do banheiro, medo gigante do invisível, medo de Deus... e esse medo de Deus por causa do Raul, que cantava na minha cabeça que Deus vai comigo aonde eu for... e eu morria de medo de ir ao banheiro, porque ele estava lá, me vendo nua, tomando banho... e pior me vendo fazer cocô!!!)... mas voltando às noites solitárias: era eu sozinha na rua assombrada pelos meu medos todos... daí eu olhava para o céu... e me distraia com a beleza gigante e tão tão distante da lua, rolava uma paixão... rolava um namoro... (se a lua for feminina mesmo, foi meu relacionamento lésbico)... e eu esquecia todos meus medos andando na rua pra cima e pra baixo olhando pro céu e muito, muito encantada e feliz... porque a minha namorada me acompanhava onde quer que eu fosse.... isso bania a solidão!!!